Mesmo com avaliação mais rigorosa Feliz recebe selo da transparência

Apenas 15% dos municípios gaúchos atendem os critérios de transparência do TCE


Publicado em 21 de Outubro de 2015 às 09:19

Por Diego Leonhardt

Pelo segundo ano consecutivo e mesmo com a avaliação mais rigorosa, Feliz recebeu o prêmio Boas Práticas de Transparência 2015, com pontuação de 89,85. O município está entre os 76 portais – apenas – que receberam o selo do Tribunal de Contas do Estado. A entrega do certificado aconteceu na terça-feira, 20 de outubro, no auditório do Ministério Público.

Durante a cerimônia, o Prefeito Albano Kunrath, enalteceu os servidores públicos envolvidos na manutenção do portal da cidade. “Dedico esse prêmio a todos os servidores que trabalharam na atualização e divulgação constante das informações da Prefeitura, eles são os grandes responsáveis por sermos um município transparente”, reconheceu.

Neste ano, houve uma diminuição dos portais das prefeituras aprovados pelo TCE, em relação ao ano passado, quando também foi feita a mesma análise. Em 2014, 99 sites ficaram bem avaliados, uma queda de 23%, que pode ser explicada por mudanças nos critérios. Já nas Câmaras Municipais, a transparência aumentou 150% do ano passado para cá. De 24 sites, passou para 60. Mas apenas 12% do total de casas legislativas no estado passaram pelo crivo do Tribunal de Contas, entre elas, a Câmara de Vereadores de Feliz.

Para criar o ranking, os auditores analisaram 88 itens, de 21 critérios. Ainda segundo o TCE, as prefeituras e as Câmaras Municipais que passaram na avaliação englobam praticamente metade da população gaúcha, explica a auditora fiscal do TCE, Elisa Cecin. "Então, embora seja um número pequeno, dá para dizer que metade da população tem acesso a portais de qualidade." 

O presidente do TCE, Cesar Miola, explica que a intenção da análise é incentivar cada prefeitura a ser mais transparente na internet.  "Há muito tempo as informações eram tratadas como propriedade do estado, algo sigiloso e o cidadão não era estimulado. Então é uma questão cultural. Há um processo que precisa ser desenvolvido, trabalhado. As pessoas precisam ser estimuladas para isso."

Com informações do G1/RS




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